• Atendimento de Segunda a Sábado - 8:00 às 18:00
  • +55 11 3873 2009
  • pauloarrudamello@gmail.com
clinicaolhos-logo_200x68clinicaolhos-logo_200x68clinicaolhos-logo_200x68clinicaolhos-logo_200x68
  • Home
  • Corpo Clínico
  • Clínica
  • Artigos
  • Videos
  • Contato
✕

Degeneração Macular Relacionada a Idade

  • Página Inicial
  • Artigos
  • Glaucoma
  • Degeneração Macular Relacionada a Idade

Paulo Augusto de Arruda Mello Filho

INTRODUÇÃO

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a doença ocular que acomete as regiões da retina e coróide responsáveis pela visão central, percepção de cores e definição de detalhes. A DMRI é a causa mais comum de cegueira irreversível no mundo ocidental em pacientes acima de 60 anos, sendo que sua prevalência aumenta com a idade. Tal doença é considerada um problema de saúde pública.

As alterações observadas na DMRI estão relacionadas a um processo de envelhecimento celular, influenciado por características individuais associadas a fatores de risco ambientais, doenças sistêmicas e hábitos de vida. Os fatores de risco da doença são: doença cardiovascular, tabagismo, pouca pigmentação dos olhos e defeitos nutricionais.

A fisiopatogênese da doença ocorre através do depósito de lipofuscina nas células do epitélio pigmentar da retina, com dano atrófico secundário dos fotorreceptores, caracterizando a forma atrófica da doença. Em estágios mais avançados, existe o crescimento de tecido neovascular sub-retiniano com perda visual importante, caracterizando a forma exsudativa da doença. Portanto, a doença se divide em 2 tipos:

  1. Forma atrófica.
  2. Forma exsudativa.

É reconhecido um consistente aumento na prevalência de lesões compatíveis com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que é proporcional a idade dos pacientes: em indivíduos com idade de 50 anos a prevalência é menor que 1%, na idade de 70 anos é de aproximadamente 2% e chega a 6% na idade de 80 anos.

Apesar de terem sido identificados alguns fatores de risco associados com o desenvolvimento de DMRI,7-9 esta condição continua como uma das maiores ameaças à visão, e diversas modalidades de tratamento estão sob investigação,especialmente nos casos de DMRI da forma exsudativa.

Forma Exsudativa da DMRI – membrana neovascular sub-retiniana (MNVSR)

Sabe-se que a MNVSR, que está presente na forma exsudativa da doença, é a maior causa de perda visual severa em adultos. Estima-se que dentre aproximadamente 30 milhões de pessoas nos Estados Unidos com mais de 65 anos em 1990, 150.000 a 200.000 desenvolveram membrana neovascular em pelo menos um olho, que pode levar à perda visual severa, demonstrando a importância dessa patologia.3-5A forma exsudativa da doença, apesar de estar presente em apenas cerca de 15% dos casos, é responsável por cerca de 90% dos casos de perda grave davisão, ou seja, de acuidade visual pior que 20/200 – considerado como cegueira legal.

A forma exsudativa da DMRI se caracteriza pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos através da coriocapilar no sentido da coróide para a retina através da produção do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF). O VEGF estimula neovasos que formam uma membrana neovascular sub-retiniana (MNVSR), a qual evolui com crescimento, exsudação, sangramentos e resulta na formação de estrutura fibrovascular cicatricial sub-retiniana com perda visual significativa.

Modalidades terapêuticas para a MNVSR

Apesar da doença estar principalmente relacionada ao envelhecimento, alguns fatores associados são: sexo feminino, cor de pele e olhos claros, hipertensão arterial sistêmica , tabagismo e dieta pobre em antioxidantes.

A DMRI ocorre em mais de 10% da população entre 65 e 74 anos e 25% da população acima dos 74 anos, sendo, segundo dados da OMS, a terceira maior causa de cegueira mundial.

Como detectar?

O diagnóstico é feito pelo exame oftalmológico (exame de fundo de olho), tela de Amsler (fig 3) e outros, a saber:

1) exame de angiofluoresceinografia :exame tradicional e eficiente para o diagnóstico, classificação e estadiamento da doença.

2) tomografia de coerência óptica (OCT): permite diferenciação entre a forma seca (não-neovascular) e a úmida (neovascular), além do acompanhamento antes e após o tratamento das lesões neovasculares.

Figura 3. Tela de Amsler.

Tela de Amsler sem alterações de Mácula.
Tela de Amsler em pacientes com DMRI.

Qual o tratamento?

Até o momento, não há tratamento capaz de reverter os danos oculares causados pela forma seca da doença. Aconselha-se suplementação vitamínica e uso de auxílios ópticos (lupa, lentes prismáticas, telelupa, circuito interno de TV) e não ópticos (iluminação, ampliadores de letras, programas de computador..) para as tarefas diárias.

Para o tratamento da DMRI úmida (neovascular), indica-se a infusão intra-vítrea de quimioterapicos anti-angiogênicas, capazes de impedir o desenvolvimento dos neovasos e diminuir o extravasamento de substâncias.

Quanto mais precocemente a DMRI úmida é detectada, maiores as chances de recuperação visual.

Posts relacionados

27 de setembro de 2022

Minha amiga foi numa terapeuta de olhos


Ler mais
27 de setembro de 2022

Tenho Glaucoma


Ler mais
27 de setembro de 2022

Fazer atividade física regular e yoga é perigoso para quem tem glaucoma?


Ler mais

Busca

✕

Sobre

O Professor Doutor Paulo Augusto de Arruda Mello atua como médico oftalmologista desde 1972. Há mais de 40 anos dedica-se ao campo da oftalmologia em caráter notavelmente amplo: das salas de cirurgia às salas de aula, sua carreira acumula publicações acadêmicas e científicas.

Últimas postagens

  • Uso óculos, mas gostaria de experimentar lentes de contato
    27 de setembro de 2022
  • Minha amiga foi numa terapeuta de olhos
    27 de setembro de 2022
  • Tenho Glaucoma
    27 de setembro de 2022

Categorias

  • Catarata
  • Cirurgia Refrativa
  • Crianças
  • Curiosidades
  • Exames
  • Glaucoma
  • Lentes de contato
  • Óculos
  • Retina

Avenida Pompéia, 2348 - Perdizes - Cep: 05022-001 | São Paulo - SP

pauloarrudamello@gmail.com

11 3873-2009

Sobre

O Professor Doutor Paulo Augusto de Arruda Mello atua como médico oftalmologista desde 1972. Há mais de 40 anos dedica-se ao campo da oftalmologia em caráter notavelmente amplo: das salas de cirurgia às salas de aula, sua carreira acumula publicações acadêmicas e científicas.

Posts recentes

  • Uso óculos, mas gostaria de experimentar lentes de contato
    27 de setembro de 2022
  • Minha amiga foi numa terapeuta de olhos
    27 de setembro de 2022
  • Tenho Glaucoma
    27 de setembro de 2022
© 2023 - Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello - CRMP-SP: 94747.