Introdução

A retinopatia hipertensiva (RH) compreende alterações no sistema vascular da retina, coróide e disco óptico causadas pela elevação crônica ou aguda da pressão asterial sisteica. Em relação a incidência de retinopatia hieprtensiva, os dados existentes na literatura são variáveis. O Beaver Dam Eye Study encontrou incidência de 15%.

Sinais da Retinopatia Hispertensiva

Estreitamento arteriolar: pode ser diagnosticado clinicamente em exame de fundo de olho realizado de preferência com lente de 78 dioptiras em lâmpada de fenda com o paciente sob midriase medicamentos, o estreitamento arteriolar eh um alteraco precoce da retinoptia hipertensiva. A relação do diâmetro da artéria em relação a veia eh normalmente de 2/3, e uma diminuição dessa relação pode ocorrer em casos de dilatação venosa (como em casos de oclusões venosas, por exemplo) ou estreitamento arterioar, como na RH.
Mancahs algodonosas: Também visível a oftalmoscopia como manchas brancas que respeitam a distribuição das fibras nervosas da retina. Correspondem a áreas de isquemia aguda por oclusão das arteríolas e com interrupção do fluxo axônio-plasmatico. No examde de angiofluoresceinografia, observa-se uma área de não-perfusao na região.
Arterioesclerose: compreendida por alterações na parede arteriolar como erijecimento e espessamento, ocorrem em fases tardias da HAS crônica. Clinicamente observa-se aumento do reflexo luminoso dorsal arteriolar. Com a progressão da arterioesclerose esse reflexo adquire cor avermelhadda (com aparência semelhante, são chamados de “fios de cobre”) e com a evolução do processo o fluxo de sangue intravascular diminui ao ponto da arteríola ficar com coloração branca, com aspecto de “fio de prata”.
Microaneurismas podem estar presentes mas não são característicos da retinopatia hipertensiva.
Cruzamentos arteriovenosos patológicos: Histologicamente as arteriolas e vênulas são envolvidas por uma camada de tecido fibroso adventícia quando se cruzam. Em cerca de 70% dos cruzamentos a arteríola passa por cima da vênula, e sua parede espessada pela arterioesclerose causa compressão do vaso com paredes mais finas, causando afinamento do lumem dos segmentos adjacentes ao cruzamento, proximais e distais (sinal de Gunn). Com a evolução do processo observa-se deflexão da vênula com ausência de lumem a oftalmoscopia (sinal de Salus).
Hemorragias intrarretinianas: Podem se localizar nas camadas internas da retina e terem aspecto de “chama de vela” por respeitarem a distribuição das fibras nervosas ou estarem localizadas em camadas mais externas, com aspecto mais puntiforme.
Edema de retina: por aumento da pressão hidrostática intravascular ocorre uma quebra da barreira hematorretiniana interna e liquido plsmatico extravassa para a retina. Quando localizada na região macular causa sintomatologia de baixa acuidade visual importante e alterações morfológicas como aumento de espessura e formação de microcistos.

Tratamento

Não ha tratamento oftalmológico especifico para as alterações oculars causadas pela hipertensão arterial sistemica. A hipertensão arterial sistêmica deve ter seu tratamento associado as comorbidades que com freqüência a acompanham (diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, etc...).
Algumas complicações oculares relacionadas a HAS são passiveis de tratmento especifico para cada caso. Macroaneurismas retinianos, oclusões vasculares venosos e arteriais, sinrome ocular isquemica

Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello
Professor Associado do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo
Presidente da Sociedade Latino Americana de Glaucoma